Tudo bem?
As coisas vão acontecendo e daqui a pouco eu tenho vontade de escrever, pego o computador me sento e começo a digitar, daqui a pouco tenho um texto......
E o texto de hoje é sobre a minha experiência com a amamentação, que digamos, foi de grande aprendizado pra mim. Já comentei aqui no blog que meu filho é prematuro (sei que estou devendo um post sobre isso). Quando o Nich nasceu, precisou ficar na UTI Neonatal, ou seja, ele não foi para o quarto comigo, isso por si só já foi meio traumático, mas a coisa piora.
Passado este primeiro contato que foi bastante incomodo, em função da questão emocional, comecei a ter de utilizar a tal maquininha com uma certa frequência, pois fui agraciada com uma produção bastante grande de leite materno. Acabou que me apeguei a ela e montamos uma equipe bem integrada, ao ponto de, no dia em que ganhei alta do hospital, eu sair dali direto para o shopping para comprar uma só pra mim.
O Nich só sugou o seio com uma semana de vida e por poucos minutos, o que não era suficiente para que ele ficasse alimentado, como na UTI, tínhamos horas certas para amamentar em função da logística do hospital, ele sugava uns minutos e logo após fazíamos a complementação via sonda ou mamadeira.
Após um mês o Nich ganhou alta e fomos enfim para casa, mas continuamos a usar a maquininha porque ele ainda dormia logo que começava a mamar, então em função do peso e da prematuridade tive de manter a complementação, tirava o leite na maquininha, colocava na mamadeira e a cada 1,5hs intercalava peito e mamadeira, dia e noite. ele só começou a sugar a quantidade suficiente para se manter dormindo por 3 horas com 3 meses. Mas nunca reclamei, ter ele junto comigo era muito mais que qualquer hora de sono que desejasse ter.
Ocorre que após uns dias em casa e com uma rotina mais extenuante de produção o seio começou a produzir enlouquecidamente, meus seios começaram a ficar muito inchados e quentes e la ia eu "esgota-los" com a maquininha. Iniciou uma mastite na glândula mamária esquerda (inflamação da glândula, normalmente ocorre apos algumas semanas do parto e em uma das mamas apenas), fui salva pela maquininha, ela me ajudava a promover o esgotamento total do leite fazendo com que não "empedrasse"o leite, a mastite provoca dores, sensação de empedramento, pode dar febre e mal estar, mas se tratada logo, as vezes precisa de medicamentos, rapidinho ela some e você pode retomar a amamentação sem dores novamente.Passado alguns meses o corpo da mulher se adapta e a amamentação acaba ficando muito tranquila, só que dai, veio o dia de voltar para o trabalho.............
Olha ela ai novamente........ como sempre tive muito leite, tirava nos intervalos e deixava congelado para que a baba oferecesse o leite materno mesmo quando eu estava no trabalho, pode parecer exagero, mas para uma criança prematura posso assegurar que faz muita diferença. O Nich nunca teve cólica, alergia, intolerância, nenhum problema digestivo.
Assim fomos eu e a maquininha até 1 ano e 10 meses, quando decidi então interromper a amamentação, o Nich já estava forte, comia de tudo e começou a ficar meio desagradável, pois além dele ter dentes bem afiadinhos ele queria tirar a minha blusa em todos os lugares e claro ver uma mulher amamentando um bebezinho é lindo, mas a medida que eles crescem vai ficando esquisito, na minha opinião.
No resumo da opera este post foi escrito para que aquelas mamães que começaram a ter os primeiros problemas de amamentação não desistam, são alguns dias em que as vezes parecem infinitos, mas que passam. Não há felicidade maior você ver seu filho forte e saudável e saber que contribuiu com a saúde dele.
Conta pra gente quais foram os seus problemas com a amamentação, vamos adorar conhecer suas histórias também.

Beijos e até o próximo post.
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